Assisti dois dias atrás a palestra de Adam Kahane, autor do livro: Poder & amor : teoria e prática da mudança social.
Ainda não iniciei a leitura do livro, entretanto, uma coisa me chamou atenção nesta palestra: quando ele mencionou que é preciso utilizar 100% do poder e 100% do amor na gestão de nossos negócios e negociações. Uma questão ficou em minha cabeça: e se o que tenho como característica corresponde a 70% de poder e 30% de amor? Mesmo fazendo uso de 100% de cada um desses ingredientes ainda não posso garantir que será o suficiente para exercer um bom papel na organização em que estou inserido e nem tampouco para minha equipe. Dessa forma, minha singela opinião, sem ainda ter lido o livro, é de que devemos desenvolver ambas as características de modo que fiquemos o mais equilibrados possível, certo?
Deve ser possível, pois acredito ter conhecido pessoas assim, mas acho também que é necessário ter a humildade de admitir as dificuldades para se alcançar esse equilíbrio e saber pedir ajuda.
Este blog tem como objetivo discutir questões ligadas ao desenvolvimento das pessoas no mundo corporativo. Os dilemas, as questões não resolvidas ou resolvidas de forma equivocada. Além disso, pretende coletar material para um livro que traga informações sobre casos reais do mundo corporativo (sem citar nomes, este livro tenciona discorrer sobre a teoria aplicada no dia-a-dia das organizações). Quem não tem uma história para contar que atire a primeira pedra!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Ninguém é insubstituível?
Esse texto foi graciosamente compartilhado comigo por um colega de trabalho, pois seguimos mais ou menos a mesma linha de raciocínio no que tange as relações corporativas. Obrigada meu amigo!
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível".
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".
É bom para refletir e se valorizar!"
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível".
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".
É bom para refletir e se valorizar!"
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Relacionamento Interpessoal? O que é isso?
Hoje em dia, praticamente todas as vagas de emprego listam como uma das características procuradas no candidato o bom relacionamento interpessoal.
Entretanto, muitas pessoas pensam: "como será avaliado este aspecto durante o processo de seleção?"
Entendo que a forma mais provável de se analisar isto deva ser através da realização de uma dinâmica, onde o avaliador fará com que os candidatos passem por situações onde tenham que expressar sentimentos e, assim, criar um ambiente de adversidade. É claro que as pessoas com vasta experiência em processos de seleção e com o auto-controle bastante desenvolvido terão a possibilidade de se sair bem no processo e podeM até "enganar" o recrutador. Mas é importante dizer que essa máscara cairá mais cedo ou mais tarde, pois no dia-a-dia é pouco provável que QUEM não saiba trabalhar em equipe consiga se maNter impassível diante das situações que lhe forem apresentadas. Isso fará com que essa pessoa se descontrole e crie um clima bastante desfavorável, afetando inclusive o clima organizacional.
Por esta razão, é imprescindível termos o gestor desempenhando o papel para o qual deve ter sido preparado. É o gestor que deve administrar o conflito e fazer com que o clima seja agradável.
Entretanto, muitas pessoas pensam: "como será avaliado este aspecto durante o processo de seleção?"
Entendo que a forma mais provável de se analisar isto deva ser através da realização de uma dinâmica, onde o avaliador fará com que os candidatos passem por situações onde tenham que expressar sentimentos e, assim, criar um ambiente de adversidade. É claro que as pessoas com vasta experiência em processos de seleção e com o auto-controle bastante desenvolvido terão a possibilidade de se sair bem no processo e podeM até "enganar" o recrutador. Mas é importante dizer que essa máscara cairá mais cedo ou mais tarde, pois no dia-a-dia é pouco provável que QUEM não saiba trabalhar em equipe consiga se maNter impassível diante das situações que lhe forem apresentadas. Isso fará com que essa pessoa se descontrole e crie um clima bastante desfavorável, afetando inclusive o clima organizacional.
Por esta razão, é imprescindível termos o gestor desempenhando o papel para o qual deve ter sido preparado. É o gestor que deve administrar o conflito e fazer com que o clima seja agradável.
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