Outro dia uma amiga disse que cometi "sincericídio". Achei o máximo essa coisa de sincericídio!
Fiquei pensando por algum tempo sobre isso, mas o fato é que ainda acho muito difícil não ser totalmente sincera. As vezes penso: puxa vida, tenho que falar o que sinto pra essa pessoa, afinal de contas, como posso me comunicar, trabalhar, desenvolver projetos com essa pessoa se ela não sabe exatamente o penso sobre suas atitudes no trabalho, sobre a forma como trata as outras pessoas, etc, etc, etc.
Essa amiga fez esse comentário, pois tive a ideia de conversar com uma colega de trabalho, aliás, por solicitação da própria, e dizer tudo aquilo que julgava inapropriado nas atitudes dela e que eram motivos de discórdia entre a equipe e as outras áreas da empresa.
Após essa conversa, que pareceu-me absolutamente esclarecedora e amistosa, a surpresa: COMEÇOU MEU CALVÁRIO!
Dali para a derrocada, e isso significou várias noites sem dormir, me alimentando mal, afastamento do chefe, tentativas de sabotagem e outras coisas mais.
Fim da história: pedi para o chefe que parasse de me "fritar" ou me "libertasse" daquela situação. Ele me libertou.
Fiquei feliz? Claro que não, mas não podia mais conviver com aquela situação e apesar de julgar que minha saída da empresa tenha sido absolutamente prematura, entendo hoje o conceito de "sincericídio".
Talvez não consiga ainda aplicar na íntegra a comunicação menos sincera, mas o fato é que o conceito foi aprendido.
Este blog tem como objetivo discutir questões ligadas ao desenvolvimento das pessoas no mundo corporativo. Os dilemas, as questões não resolvidas ou resolvidas de forma equivocada. Além disso, pretende coletar material para um livro que traga informações sobre casos reais do mundo corporativo (sem citar nomes, este livro tenciona discorrer sobre a teoria aplicada no dia-a-dia das organizações). Quem não tem uma história para contar que atire a primeira pedra!
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